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Os segredos para a elaboração do planejamento anual de TI

Posted by jjjuniorjr at 08:57 AM on October 02, 2009

Além de considerar movimentos domercado no qual atua, o CIO deve avaliar a infraestrutura da área, aarquitetura de informações e o surgimento de tecnologias que podeminfluenciar ou ser adotadas pela empresa 


O planejamento anual é considerado uma das atividades mais complexas da agenda anual dos executivos. Quando se soma a isso as incertezas econômicas vivenciadas em 2009e a movimentação gerada por elas nos departamentos de tecnologia, épossível mensurar quão crítico esse processo deve ser para os CIOsneste ano.

Com a experiência de quem presta consultoria às empresas nessa fase crucial, o líder da prática de TI da consultoria PricewaterhouseCoopers,Sérgio Alexandre Simões, indica que o gestor de tecnologia tenha muitocuidado na elaboração do planejamento para 2010. Segundo ele, o CIOdeve dar atenção especial a algumas questões específicas:


1. Fusões e aquisições - o especialista aconselha que os CIOs conheçam a estratégia de negócios da companhia na qual atuam para saber se existe a possibilidade de participarem de fusões ou aquisições em 2010.

Se existir essa probabilidade, ele defende que os líderes de TIprecisam idealizar um plano à parte, o qual contemple as ações dodepartamento que devem ser realizadas nos momentos de preparação,efetivação e adaptação da empresa para concretização do negócio. “Umaoperação dessa natureza muda completamente a forma de gestão datecnologia”, explica Simões, que complementa: “O CIO deve ter umaestratégia para o caso dela acontecer.”


2. Mudanças na indústria: além da possibilidade de fusões e aquisições, o líder de tecnologia deve estar atento aos movimentos que vêm acontecendo na indústria em que atua.

O consultor da PricewaterhouseCoopers destaca que muitos segmentosestão, sim, passando por consolidações e, por isso, é preciso conheceras estratégias dos concorrentes, bem como dos parceiros de negócios.“Assim é possível imaginar possíveis cenários para o próximo ano”, dizele, que exemplifica citando as mudanças ocorridas recentemente nosetor de varejo: “Quando uma companhia voltada à comercialização de alimentos adquire uma empresa que vende, essencialmente, eletrodomésticos e eletrônicos, precisa estar preparada para mudanças logísticas e de controle de mercadorias – funções que dependem, necessariamente, da TI.”


3. Desempenho do departamento: mais do que medir se está proporcionando 100% de disponibilidade das redes e velocidade na troca de e-mails, a TI deve quantificar, numericamente, como sua performance tem impulsionado os resultados do negócio.“A manutenção dos sistemas de tecnologia é uma obrigação inerente àárea e não deve ser utilizada para mensurar a eficácia dodepartamento”, aponta Simões.


Depois de analisadas tais questões, o CIO deve segmentar oplanejamento em etapas. A primeira dela, a avaliação da infraestruturade TI atual da companhia e a identificação de tópicos que precisam sermelhorados.


O consultor defende que, nessa fase, na maioria das vezes, asprincipais deficiências dizem respeito à terceirização de operações e àgestão de múltiplos fornecedores.De acordo com ele, o CIO pode até temer o outsourcing por enxergá-locomo uma forma de perda de poder, mas nenhuma companhia podenegligenciar a possibilidade de terceirizar algumas funções.


A segunda etapa do processo leva em consideração a arquitetura de TIadotada hoje e como ela diminui ou aumenta o abismo entre a estratégia do negócio e as operações do departamento.Os líderes de tecnologia precisam desenvolver ações que, de fato,estendam a cadeia de valor da área até os clientes e dêem mais agilidade aos projetos. Para tanto, Simões informa que é preciso pensar na padronização de sistemas e flexibilização de processos.


 Finalmente, a terceira fase do planejamento deve contemplar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Da mesma forma como as ferramentas de BI (Business Intelligence)eram a aposta dos CIOs nos últimos anos, atualmente eles devem estaratentos ao impacto que certas tendências podem ter em suas estratégiasde longo prazo.

“Hoje o hit da TI parece ser as aplicações de Web Semântica, as quais são consideradas a evolução do BI  (Business Intelligence) e prometem diminuir a quantidade de processamentos necessários para se cruzar dados e alcançar uma determinada informação”, explica o especialista.

 




por Patrícia Lisboa, repórter da CIO Brasil

 


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